quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O MCP foi responsável pela alfabetização de jovens e adultos pobres, e ajudou a revelar talentos na música, na pintura e no teatro

Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo
"Um dos movimentos culturais mais importantes do País na década de 1960 teve o Recife como sede e está completando 50 anos. O MCP, como ficou conhecido o Movimento de Cultura Popular, foi o responsável pela alfabetização de jovens e adultos pobres, e ajudou a revelar talentos na música, na pintura e no teatro.

De olho nesta data, dois personagens importantes que participaram da criação do MCP vão fazer de tudo para não deixá-lo cair no esquecimento: o artista plástico Abelardo da Hora
(foto) e o ex-prefeito de Olinda, Germano Coelho (foto).


O MCP foi criado há cinquenta anos, durante a gestão de Miguel Arraes na prefeitura do Recife. Além de fundador, Germano Coelho foi o primeiro presidente. “O movimento devia ser global, envolver crianças, adolescentes e adultos. Envolver todas as artes. Jean-Paul Sarte e Simone Beavouir, nos tempos modernos, passaram dois dias na minha casa só para discutir o MCP. A repercussão foi grande”, falou Germano.

Nas artes plásticas, o escultor Abelardo da Hora foi coordenador do movimento. Viu brotar, naquela época, o talento de muitas pessoas que, tempos depois, se tornaram artistas consagrados. “Todos os artistas da nata do Recife, Zé Claudio, Samico, Wellington Virgulino, foram formados pelo MCP”, contou.

A sede do MCP ficava no Sítio da Trindade. O movimento ampliou o acesso à cultura e à educação. Em apenas dois anos, 20 mil crianças pobres do Recife foram alfabetizadas. No teatro local, jovens e adolescentes tiveram a primeira chance de atuar de verdade. O ator José Wilker, por exemplo, foi um deles.

Germano Coelho e Abelardo da Hora trabalham em projetos distintos para marcar os 50 anos. Germano escreveu um livro sobre o movimento, que deve ser publicado este ano. Abelardo da Hora vai fazer uma escultura que recorda o momento em que o movimento foi criado. Ambas são iniciativas para que o MCP não seja esquecido. “Tenho tanto orgulho que, no livro que estou publicando agora, um capítulo é: MCP – uma vida depois da morte”, disse Germano." 
Texto pesquisado pela aluna Josenilda Gomes.

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