“Reflexões de como a cultura popular foi percebida e retratada no Livro de Leitura utilizado na alfabetização de adultos do Movimento de Cultura Popular de Pernambuco.
O Livro de Leitura ou Cartilha do MCP serviu como instrumento de apoio no Projeto de Educação pelo Rádio que ocorreu na década de sessenta do século passado. Estas reflexões partem da percepção que as educadoras Norma Porto e Josina Godoy (organizadoras do Livro e integrantes do MCP) tinham sobre os contextos populares ao construírem a idéia de povo contida no Livro de Leitura.
Palavras-chave: Povo; Educação; Cultura. Existe uma facilidade de encontrarmos em muitos âmbitos sociais, políticos,educacionais e culturais referências ao “povo”. Hoje principalmente com algumas políticas de “resgates culturais” usar o termo “povo” pode conduzir grupos a muitos caminhos de “autorização” para falar para ele, através dele e em nome dele. Este não é um fenômeno novo, Bourdieu (1990, p. 181) nos fala que nos vários campos (religiosos, políticos, educacionais, artísticos, etc) os intelectuais sempre estão ou se sentem “autorizado a falar do “povo” ou para o “povo” (no duplo sentido: para o “povo” e no lugar do “povo”)”.
Restringiremos nossas reflexões aqui ao campo educacional. Quando o povo vai surgir como categoria que precisa ser educada, e vários grupos e instituições vão se lançar no espaço público para “educar este povo”.
Assim na década de sessenta ocorre em Recife o Movimento de Cultura Popular - MCP,onde governo, intelectuais, artistas se organizam em prol da educação e cultura da população infantil e adulta.” Texto pesquisado pela aluna Natália Karoline

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